Da Geral

Lembranças e depoimentos feitos por um apaixonado direto da Geral! Comentários sobre futebol e derivados.

quinta-feira, novembro 04, 2010

Iura, o passarinho

Os dois textoa abaiso são uma breve homenagem ao "maior gremista que já existiu"

Júlio Titow de nascimento. Iura de alcunha. Sobrenome: Grêmio. Portoalegrense como nós. Parabéns, Iura, por mais esta data.

Texto retirado do site Finalsports, por Roberto Mosmann


Iura, o passarinho.

Gosto de escrever minhas memórias sobre os "Deuses da Raça Gremista" (talvez, o maior deles tenha sido Júlio Titov, O Iura!) e também sobre as histórias que vi ou ouvi de gente próxima, do nosso Grêmio. Tenho feito isso nos textos dos "findis". São depoimentos pessoais. Ah! Aos (poucos e anônimos) colorados que gostam de compartilhar meus textos para "tentar me detonar", só uma correção: não sou um escritor gremista. Sou um gremista que escreve. É diferente. Não há pretensão literária em meus textos. Só emocionais. No resto, tudo bem...
Iura foi um caso raro de jogador que saiu direto da várzea para os profissionais de um grande clube. Até os 19 anos, jogava no Itapeva, da Vila Floresta/POA. Em 1972, vi a estréia de Iura no Grêmio. Foi pelo Campeonato Nacional, contra o Palmeiras, no Olímpico. Não um Palmeiras qualquer, mas A ACADEMIA DO PALMEIRAS: de Ademir da Guia, Leivinha, César, Luis Pereira, Leão & Cia. Iura entrou no segundo tempo, fez o gol da vitória e não saiu mais do time.
Iura era um jogador moderno até para os dias de hoje. Alto, magro (franzino até, o apelido era "Passarinho"), tinha um pulmão e uma vitalidade impressionantes. Era meia-atacante, mas defendia, armava e atacava com igual intensidade. Ah! E fazia gols. Muitos gols. Valeria uma fortuna para a Europa hoje.
E o bom é que Iura era gremistão, chorava pelo Grêmio. Sua característica com a bola era seguir em linha reta em direção ao gol (tipo Kaká). Não tinha essa de ficar dando passezinho para o lado. Só que um jogador vertical assim tende a errar mais. Como eram épocas em que o Inter tinha um timaço e ganhava tudo, a torcida gremista começou a pegar o pé de Iura. E até a vaiá-lo. E ele, claro, sofria com isso.
Até que, num Gre-Nal de 1975, aconteceu um lance que mudaria a trajetória de Iura no Grêmio. Passou de maldito a ídolo e símbolo da raça gremista. O volante do Inter era um cara extremamente forte: Caçapava. Junto com Falcão e Carpegiani, mandava no meio-campo. Seria um meio-campo pra qualquer time do mundo. Pois bem, o tal Caçapava já NASCEU lendário como o marcador mais duro do futebol brasileiro. Muita gente boa tirou o pé pra não dividir com Caçapava. Era risco de vida! Justiça seja feita: era um baita volante! Sabia jogar futebol também. Mas veio o tal Gre-Nal. O jogo estava duro, como costumam ser todos os Gre-Nais. E de repente, uma bola fica solta no meio-campo. Dois jogadores partem em direção a ela. Iura pelo Grêmio e Caçapava pelo Inter. Nenhum dos dois era de "arregar", mas a diferença física era brutal. E dividiram. A prensada que deram na bola parecia uma colisão de automóvel. Quando todos levantaram os olhos para ver o que tinha sobrado do Passarinho e, bah, surpresa: Iúra corria em pé, solto, rápido, levando o Grêmio para o ataque. No campo, inerte, jazia o gladiador Caçapava. A consagração foi quando entrou a maca para retirá-lo, com contratura muscular. Daquele dia em diante, Iura nunca mais foi vaiado. Pelo contrário: foi muito, muito aplaudido.
Um dia, ouvi Iura explicar o lance e dizer: "Caçapava era muito mais forte do que eu. Mas ele não sentia pelo Inter a mesma vontade de vencer que eu tinha pelo Grêmio. No lance, venceu a minha vontade!". Vontade de vencer pelo Grêmio! Jogadores com este espírito é que o Grêmio precisa!
Muitos preferem lembrar outro Gre-Nal em que Falcão deu um chapéu no Iura e (claro!) foi "levantado" por este. Com a "catega" dos grandes craques, Falcão levantou-se rapidamente e já o fez estendendo o braço e mostrando a bola para Iura. Iura, que se afastava, voltou e, com a "catega" dos Deuses da Raça Gremista, disse: "enfia essa bola no..., Falcão."
Em 1977, Iura marcou o que até hoje é conhecido como o gol mais rápido da história dos Gre-Nais: O GOL DOS 14 SEGUNDOS. Pois é um golaço. Quatorze segundos foi o tempo que Iura, Tadeu Ricci, Eder e André Catimba levaram para tocar a bola com força e rapidez. Desviando-se das porradas coloradas. E Iura, na cara de Manga, encobriu-o aos 14 segundos do primeiro tempo. Um gol de Iura. Um gol com cara de Grêmio! Assisti a este gol atrás da outra goleira e juro que fiquei uns 3 minutos esperando pra ver o replay. Golaço-aço! A gente nem acreditava que tinha acontecido e visto.
Ao final de 1979, com sérios problemas no joelho, Iura saiu do Grêmio e foi para o Criciúma. Em meados de 1980, o Inter o contratou. No dia da coletiva para apresentá-lo, a imprensa e a torcida colorada deram a camiseta do Inter para ele vestir. Ele olhou pensativo, chamou o presidente colorado José Asmuz, pediu desculpas e disse: "Olhe, presidente, me desculpe, mas não vai dar! Não posso trair meu passado". E abandonou o futebol, sem vestir a camisa vermelha!
Hoje, Iura é conselheiro do Grêmio. Não é mais o Passarinho (está enorme). Mas é um Deus da Raça Gremista! Eterno! Este texto é, humildemente, dedicado a ti, Grande Iura! Tua dedicação ao nosso Grêmio me ajudou a suportar melhor os anos de "vacas magras".


Texto de David 'sci' Coimbra Carradine, retirado daqui.

O Velho Ídolo

Um dia, o meu amigo Jorge Barnabé entrou nas arquibancadas de pedra do Olímpico levando o filho pela mão e, antes mesmo de se instalar, viu quem havia tempo queria ver. Deu um puxão no braço do menino:
- Filho, aquele lá é o Iúra! O Passarinho!
Importante para o Jorge mostrar ao filho quem era Iúra. Ele sempre falava do Iúra, o maior ídolo da sua adolescência, tempo em que se formam os ídolos. Por isso pediu:
- Vai lá falar com ele, filho. Pede um autógrafo.
O menino olhou para o senhor gordo sentado a uns 10 metros de distância e vacilou. O Jorge insistiu:
- Vai! É o Iúra. O Passarinho!
Era até curiosa tanta admiração. Porque Iúra nunca foi um esteta da bola. Bom jogador, mas longe ser um Rivellino, um Zico. Compensava a falta de virtuosismo com empenho. Corria o tempo inteiro, o campo inteiro. Perdia 3 quilos por jogo. Favorecia-o a compleição física. Tratava-se de um magro clássico: alto, pernas longas, ombros estreitos. Donde o apelido de Passarinho.
- É o maior gremista que já existiu! - disse o Jorge, já empurrando suavemente as costas do menino, que ainda hesitava.
De fato, o que fazia o Iúra entrar nas chuteiras a cada domingo era o amor pelo clube, manifestado, sobretudo, nos Gre-Nais. Era um tempo de Gre-Nais colorados. O Inter havia construído o maior time da sua história, com Falcão, Figueroa e outros torturadores de goleiros inimigos. Iúra lutava contra eles como se estivesse defendendo a pátria da invasão da Wehrmacht.
Em um Gre-Nal de meio de turno, Falcão enfiou-lhe a bola entre as pernas. Iúra não deixou que completasse a janelinha: aplicou uma voadora no volante do Inter. Falcão caiu, levantou e, irônico, colheu a bola do chão e a ofereceu a Iúra. A torcida do Inter uivou de prazer. Vinte minutos depois, Iúra driblou Falcão, que o derrubou. Foi um drible simples, não uma “caneta”. A falta também foi simples, nada parecida com uma voadora. Mas Iúra não perdeu a chance de devolver o sarcasmo: juntou a bola da grama e a estendeu a um Falcão arquejante. Foi a vez de a torcida do Grêmio bramir na arquibancada.
Era assim em todos os Gre-Nais, até que finalmente o Grêmio superou aquele grande Inter, em 1977. Neste ano de redenção, Iúra ingressou na posteridade: marcou o gol mais rápido da história centenária dos Gre-Nais, aos 14 segundos de jogo.
Nos anos 80, Iúra encaminhou o encerramento da carreira. Transferiu-se para o Criciúma, 400 Km ao norte do Olímpico. Foi lá que os dirigentes colorados o procuraram. Ofereceram-lhe uma pequena fortuna para jogar no Inter. Ele aceitou, não havia como não aceitar. Foi ao Beira-Rio. Fez exames médicos. Assinou contrato. Deram-lhe a camisa vermelha para apresentar-se à imprensa. Iúra respirou fundo. Tomou a camisa. Preparou-se para enfiá-la pela cabeça. E parou. O coração bateu fora de compasso. A garganta se lhe fechou. Iúra balbuciou:
- Não consigo botar esta camisa!
E afastou-a de si, e foi-se do Beira-Rio. Pouco tempo depois, abandonou o futebol. Tornou-se conselheiro do Grêmio e vive a dizer que seu sonho é ser presidente do clube.
O Jorge repetiu essa história dezenas de vezes para o filho, e agora ele estava lá: Iúra, o Passarinho. O menino olhou para aquele senhor obeso, sentado atrás do bigode, respirando com a dificuldade dos homens grandes demais. Mal cabia na cadeira, tão redondo estava.
- O Passarinho! - insistia o Jorge, e o menino obedeceu. Avançou em direção ao velho herói da infância do pai. A meio caminho, parou. Olhou por sobre o ombro. O Jorge sorria, incentivando-o com a cabeça: “Vai!”.
Ele foi. A metro e meio de Iúra, estacou, os braços ao longo do corpo. Iúra girou a cabeça, fazendo balançar a papada do pescoço. Sorriu para o menino. E o menino para ele:
- O senhor é que era o Iúra?
Não, o tempo não para nem para os titãs.

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segunda-feira, setembro 20, 2010

Já Joguei no Grêmio

O que os goleadores Washington, Bruno César, Grafitte e Loco Abreu têm em comum, além da facilidade de fezarem gols?
Qual o elo que liga Ronaldinho Gaúcho à Dener, além da genialidade com a bola?
E Manoel Tobias e Ortiz, craques do Futsal... o que eles têm a ver com Caio Ribeiro, o 'fofo" da Globo?
E qual a ligação de todos os nomes acima citados com o jogador Bolivar, capitão do S.C.I.?

Resposta: o Grêmio.

Sim, o Grêmio é a ligação, o elo entre os jogadores mencionados.
Fotos retiradas do ótimo blog Já Joguei no Grêmio.
Vejamos:

O "Coração Valente" veio pro Grêmio lá no final da década de noventa e o Lazzaroni deixou-o na reserva da reserva do Guilherme. Nem banco pegava. Passagem rápida - rapidíssima - pelo tricolor, após ter "rodado" no vestiular do S.C.I. Depois esturou na Ponte Preta.

O ex-craque da seleção brasileira de futsal, Ortiz tentou a carreira no futebol de campo, mas não deu muito certo.

Michel Bastos: o lateral da seleção do Dunga atuava na meia cancha do Grêmio, sendo um dos artilheiros tricolores em 2004.

Manoel Tobias: outro grande talento do futsal que arriscou nos gramados. Chegou a ser campeão gaúcho (inclusive fazendo gol).

Luizão: indicação do Felipão, veio pro Grêmio se recuperar de lesão, para poder jogar a Copa de 2002. No Grêmio só se destacou no DM.


Sebastián "Loco" Abreu era xodó da trocida tricolor pelo sei jeito irreverente e garra platina. Usava a gola da camisa sempre levantada e as meias arriadas. Generoso com os colegas, volta e meia era expulso para dar chance aos reservas. Atuou ao lado de Ronaldinho Gaúcho e Palinha. Jogador de técnica duvidosa, sofria com a crítca esportiva. Se lesionou ao cobrar um pênalte. O Pauo Sant'Ana dizia que ele tinha sido achado pelo empresário varrendo a rodoviária de Montevidéu. O Cláudio Cabral queria proibir o Abreu de passar perto de um estádio de futebol. De qualquer forma, devido à sua garra e empenho, deixou saudades.

O "Príncipe" Leandro Amaral também não fez muito sucesso no Grêmio, devido às lesões.


Tá bem, o burocrático Josué nunca jogou profissionalmente, apenas nas categorias de base do tricolor.


Grafitte foi uma decepção só. Uma temporada inteira e nenhum gol. Antes tinha sido goleador pelo Guarani. Depois fez sucesso no São Paulo. No Grêmio, nada. Ficou meio ano parado, devido a uma lesão.


Felipe Mello, o vilão brasileiro da última copa, até que jogou bem no Grêmio, mas fez parte da campanha que rebaixou o tricolor à segundona. De pegada forte, a torcida se identificava com ele, mas a imprensa dizia que ele não sabia sair jogando, e que batia muito.



Revelado pela Portuguesa, Dener era um grande craque, com seus dribles deconcertantes e sua arrancada fatal em direção ao gol. Jogou no Grêmio em 93, trazido pelo Fábio Koff. Morreu no ano seguinte, em um acidente de carro. O único título profissional de Dener foi no gauchão daquele ano.

Caio Ribeiro, xodó da Globo e ursinho carinhoso do Tiago Leifert. Atuou no Grêmio em 2003. Sempre sorrindo, como se vê na foto acima.


Bruno César, revelado pelo Santo André e hoje destaque do Corinthias. Foi júnior do Grêmio.


Branco não precisa de apresentações. Jogou no Grêmio em 1993. No ano seguinte fez parte da campanha do tetra brasileiro.


Bem, o cara aí de cima, com 'ares' de Cidade de Deus é o jogador Bolivar. Depois do Grêmio, Bolivar foi pro Palmeiras, chegando a jogar na seleção. Ponta direita, depois recuado para a lateral. Há poucoa anos, Bolivar tentou levar sei filho para o Olímpico, mas o Grêmio não quiz aproveitar o garoto. O filho dele, hoje, é capitão colorado.


Atacante da seleção chileha, Beausejour também passou pelo Grêmio.




Amaral, "O Coveiro". Assustou muita gente no Olímpico.


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domingo, setembro 12, 2010

Jonas Brothers


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quarta-feira, agosto 25, 2010

Somos Tri

Há muito tempo que quero escrever sobre isso, mas foi a curiosidade do FERREAVOX que me fez sair da zona de conforto (diga-se poltrona) e vir escrever essas linhas.

A rivalidade Grenal já produziu muita festa bonita e muita briga de faca. Já se fez várias cornetas inteligentes e demasiadas piadas grosseiras. Já ri com o Kenny Braga dizendo que o Inter perderia pro Barcelona e chorei abraçado com o Sant'ana que afirmava que o Ronaldinho entregaria aquele jogo.
A rivalidade Grenal já dividiu famílias, empresas, bairros e cidades. Ainda dividirá a província. Já houve colorado secando a seleção do Felipão e gremista secando a do Dunga (sabemos quem venceu, hehe). Mas tem algo que vem da rivalidade Grenal, e que muita gente não se dá conta. Reza a lenda que a gíria TRI, tão cara as gaúchos, vem dessa rivalidade, lá dos anos 70.
Na época, o Grêmio teve seu melhor jogador convocado para a seleção brasileira, que venceu a copa do México. A seleção contava ainda com Jairzinho, Carlos Alberto Torres, Gersón, Tostão, Rivelino e Pelé, entre outros. Nunca um jogador em atividade no Rio Grande tinha sido campeão do mundo. Assim, Everaldo foi reverenciado por essas bandas, desfilando em carro de bombeiro e ganhando uma estrela só pra ele na bandeira do Imortal.

Era tanta festa no sul, que parecia que o Grêmio tinha sido campeão. Assim, os gremistas se consideravam campeões do mundo, ou melhor, Tri-Campeões.
Na velha rivalidade, quando um colorado se gabava de seu time, o gremista já gritava: eu sou TRI, em alusão ao título conquistado por Everaldo.
Bem, isso aconteceu em 1970, e durou até 1979, quando o Inter conquistou o tricampeonato nacional, sendo o último de forma invicta, quando os colorados também passaram a se considerarem TRI, pois eram tricampeões brasileiros.

Da rivalidade Grenal (e das conquistas do Everaldo e do Inter) nasceu a expressão "TRI", usada pelos gaúchos para superdimensionar algo ou alguma característica. Não basta ser legal, tem que ser tri-legal. Não basta ser gremista, tem que ser tri-apaixonado pelo Grêmio. Não basta ser campeão, tem que ser Tricampeão.
Assim, toda a pessoa (ou feito) que seja legal é considerada TRI.
Tal qual o Grêmio e o Inter.

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quinta-feira, outubro 29, 2009

Helena, 'Culhão' e o Chinelinho

O Roger anda dizendo por aí que gostaria de voltar ao Grêmio em 2010, e o Meira (quem?!?!?!) anda dizendo que ele não tem o 'perfil' pra jogar no Grêmio. Mas o que o Meira entende de perfil. O jornalista Alberto Helena Júnior sabe mais do 'perfil' tricolor do que muita gente que circula nos corredores do Olímpico. Confira as palavras abaixo.

"Não sei, não sei mesmo. Olha, prefiro não comentar sobre o Grêmio, não sei realmente o que dizer. É claro que é uma surpresa esse time estar na ponta, mas não é surpresa ser o do Grêmio. Quando formos falar de Grêmio, é preciso dizer muito sobre emoção, a raça, o estilo de jogo deles, é coisa deles mesmo. Pô, não adianta nada ficar falando de tática, esquema, treinador. Pode fazer aí, faz aí a seleção dos 11 piores jogadores da rodada e põe jogar no Grêmio que vai pra frente. É sempre a mesma coisa, pô. Não sei o que tem com essa camisa, não é a primeira vez, faz tempo que desisti de comentar sobre o Grêmio. Acho que é a torcida, o Olímpico, sei lá. Quem imaginou que veria o Roger dando carrinho um dia? Não viram a Libertadores do ano passado? O Grêmio esculhambou com tudo. Quem aqui que não mordeu a língua? Assim perco o emprego, pô. (risos) A gente pode analisar os outros 19 times aí, mas o Grêmio é um caso a parte. Esquece." (Albeto Helena Júnior)
O Roger saiu do Olímpico para ganhar mais dinheiro, diz que quer voltar e é crucificado. Enquanto isso o Tcheco foi prás Arábias no final de 2007 pra ganhar mais dinheiro e foi ovacionado ao retornar. Futebol é isso. Amores à parte, no final é o dinheiro que manda.
Não entendo quando alguém da direção diz que tal jogador não tem o perfil do clube. O Jonas tem o perfil do Grêmio? E se tem, por que não ficou no Grêmio no ano passado? Deixou de ter o perfil e depois voltou a ter. E o Marcel, que foi mandado embora no final de 2007, pra retornar no meio de 2008, e com salário inflacionado. Ele também deixou de ter perfil e voltou a ter?!?
Ainda tem o Vagner Mancini, que veio pro Grêmio, depois foi mandado embora e ninguém entendeu nada...
O que falta na direção do Grêmio (e na da maioria dos clubes) é convicção e 'culhão'. Convicção pra traças um caminho, uma diretriz, que deverá ser seguida, após estudos e análises. 'Culhão' pra manter essa diretriz mesmo que os resultados demorem a acontecer (ou para mudar a diretriz, admitindo-se que se estava errado).
Erros acontecem, mas até a margem de erro deve ser analisada. O pior é que já se fala em rescindir o contrato do Autuori, o que seria um péssimo negócio para o Grêmio, pois se perderia um profissional do mais alto gabarito que, pelo que tem demonstrado, tem convicção e 'culhão'.
Voltando ao Roger, seria muito bom vê-lo compondo a meia-cancha gremista com o Souza, Rockenbach e Wilian Magrão (ou um outro primeiro volante de verdade). Na defesa, Victor, um lateral direito, Réver, Mário Fernandes e Lúcio. No ataque o Maxi e outro atacante. Melhor se o Rafael Carioca voltasse ao Grêmio. Melhor ainda se fosse para disputar a Libertadores.
Outra coisa que seria bom (ou boa) é ver a Débora Secco desfilando seu charme e beleza pelos camarotes do Monumental.

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segunda-feira, outubro 19, 2009

La Cele, La Cele, La Celeste!

A foto e o comentário logo abaixo dela foram publicados por Charles Hansen, no Grêmio Copero.
Confesso que me emociona ver o jogador exaltando seu clube preferido na seleção. Seria como ver o Cristiano Ronaldo vestindo a camisa do, do... sei lá, ou o Kaká na seleção com a camisa do Real (ou do Milan, que ele jura amor, ou do São Paulo, ou da Renascer). Pensando bem, muito difícil que isso aconteça nos dias de hoje. Gostaria de ver o Victor ou o Andershow na seleção fazendo justas homenagens ao Grêmio. Algo assim não acontece atualmente por que já não existe identificação com os clubes.
Dia desses o programa Esporte Amador, da RBS, fez uma matéira com a gurizada das categorias de base do S.C.I., nos alojamentos do Beira-Rio. Um dos garotos disse que está há dois anos naquele clube, e sonha em se profissionalizar para poder jogar na Europa. Infelizmente, esse é o pensamento que não sai da cabeça da maioria dos jogadores: Europa, dinheiro, fama.
O Ronaldinho Gaúcho, antes de um jogo pela Copa do Mundo de 2006 entrou em campo com uma fita de cabelo (estilo tiara) mostrando a marca do seu patrocinador. Quando foi tirar a foto oficial com o time, ele estava com outra fita, de outra cor. Ao retornar do intervalo, já usava a terceira faixa diferente, mas sempre com o logo da miltinacional americana em destaque. A grande preocupação dele era mostrar a 'marca', faturando mais ainda para a empresa e para ele. Concentração no jogo, para quê? O Din-din já estava garantido.
Por isso fico emocionado ao saber que "El Capitan", ao comemorar o título uruguaio da Copa Ouro de 81, estava vestindo o manto tricolor. São demonstrações assim que fazem um jogador virar ídolo, e é por isso que De Leon, a mais de 25 anos é exaltado no Estádio Olímpico.

"Recebi do Irineu Staub esse material por e-mail. Não resiti, tive que publicá-lo. Hugo de Léon levantando a taça da Copa Ouro de 1981 - sediada no Uruguai - com a camiseta Tricolor. Salve Hugo De Léon, nosso comandante da primeira libertação da América. " Charles Hansen

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quarta-feira, setembro 30, 2009

Máquinas Tricolores

Abaixo está a prova de que a criatividade e a paixão do torcedor não tem limites. Até apé nós iremos, mas se precisar de uma carona, é só pedir...

O "Trovão Azul", um protótipo ao estilo Super-Máquina, um fusca irado, um ônibus de uma cidade alemã, um Kombão, que dizem ser de uma galera da Serra Gaúcha e um jipe pra lá de peleador.






















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segunda-feira, outubro 30, 2006

"Por Que Sou Gremista"

Crônica escrita por Lupicínio Rodrigues, explicando por que ele, sendo negro, era torcedor do Grêmio, time de origem germânica e que inicialmente não aceitava negros.
Mais abaixo está o hino completo criado por Lupi, inclusive com a última estrofe, parte final da letra que foi suprimida 'pelo tempo'.
Fonte: Grêmio 1983

Por Que Sou Gremista - por Lupicínio Rodriges

"Domingo, estive em um churrasco na Sociedade Satélite Prontidão, onde se reúne a ‘gema’ dos mulatos de porto Alegre. Lá houve tudo de bom, bom churrasco, boa música e boa palestra. Mas como nestas festas nunca falta uma discussão quando a cerveja sobe, lá também houve uma, e foi a seguinte:
Uma turma de amigos quis saber por que, sendo eu um homem do povo e de origem humilde, sou um torcedor tão fanático do Grêmio.
Por sorte lá estava também o senhor Orlando Ferreira da Silva, velho funcionário da Biblioteca Pública, que me ajudou a explicar o que meu pai já havia me contado. Em 1907, uma turma de mulatinhos, que naquela época já sonhava com a evolução das pessoas de cor, resolveu formar um time de futebol. Entre estes mulatinhos estava o senhor Júlio Silveira, pai do nosso querido Antoninho Onofre da Silveira, o senhor Francisco Rodrigues, meu querido pai, o senhor Otacílio Conceição, pai do nosso amigo Marceli Conceição, o senhor Orlando Ferreira da Silva, o senhor José Gomes e outros. O time foi formado. Deram o nome de Rio-Grandense, e ficou sob a presidência do saudoso Julio Silveira. Foram grandes os trabalhos para escolher as cores, o fardamento, fazer estatutos e tudo que fosse necessário para um clube se legalizar, pois os mulatinhos sonhavam em participar da Liga, que era, naquele tempo, formada pelo Fuss-Ball, que é o Grêmio de hoje, o Ruy Barbosa, o Internacional e outros.
Este sonho durou anos, mas no dia em que o Rio-Grandense pediu inscrição na Liga, não foi aceito por que justamente o Internacional, que havia sido criado pelo ‘Zé Povo’, votou contra, e o Rio-Grandense não foi aceito.
Isso magoou profundamente os mulatinhos, que resolveram torcer contra o Internacional, e o grêmio, sendo seu maior rival, foi escolhido para tal.
Fundou-se, por isso, uma nova Liga, que mais tarde foi chamada de Canela Preta, e quando estes moços casaram, procuraram desviar os seus filhos do clube que hoje é chamado o ‘Clube do Povo’, apesar de não ter sido ele o primeiro a modificar seus estatutos, para aceitar pessoas de cor, pois esta iniciativa coube ao Esporte Clube Americano, e vou explicar como:
A Liga dos Canela Preta durou muitos anos, até quando o Esporte Clube Ruy Barbosa, precisando de dinheiro, desafiou os pretinhos para uma partida amistosa, que foi vencida pelos desafiados, ou seja, os pretinhos. O segundo adversário dos moços de cor foi o Grêmio, que jogou com o título de ‘Escrete Branco’. Isso despertou a atenção a atençaõ dos outros clubes que viram nos Canelas Pretas um grande celeiro de jogadores e trataram de mudar seus estatutos para aceitarem os mesmos em suas fileiras, conseguindo levar assim os melhores jogadores, e a Liga teve que terminar. O grêmio foi o último time a aceitar a raça, porque em seus estatutos constava uma cláusula que dizia que ele perderia seu campo, doado por uns alemães, caso aceitasse pessoas de cor em seus quadros. Felizmente essa cláusula já foi abolida, e hoje tenho a honra de ser sócio-honorário do Grêmio e ter composto seu hino que publico ao pé desta coluna."


Hino Oficial do Gremio

Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o grêmio onde o grêmio estiver

Cinquënta anos de glória
Tens imortal tricolor
Os feitos da tua história
Canta o rio grande com amor

Até a pé nós iremos...

Nós como bons torcedores
Sem hesitarmos sequer
Aplaudiremos o grêmio
Aonde o grêmio estiver

Até a pé nós iremos...

Lara o craque imortal
Soube o teu nome elevar
Hoje com o mesmo ideal
Nós saberemos te honrar

Até a pé nós iremos...

Para honrar nossa bandeira
Para o Grêmio ser campeão
Poremos nossa chuteira
Acima do coração

Até a pé nós iremos...

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sexta-feira, agosto 25, 2006

Jamelão Imortal















Notícia tirada do Blog Grêmio 1983, até por que eu não leio ZH.

O teste de Jamelão

Pouco depois da decisão da Libertadores, quarta-feira, alguns entusiasmados torcedores do Inter decidiram festejar no bar Sujinho, local de boêmios de São Paulo. Quando chegaram lá, devidamente uniformizados, viram que no local estava o cantor Jamelão, cliente habitual e torcedor do Grêmio. Foram até a mesa e pediram para bater uma foto ao lado dele.
- Só aceito se vocês me disserem qual é a melhor música do Lupicínio Rodrigues - desafiou o cantor de 93 anos, até hoje o homem que puxa o samba da Mangueira no Carnaval.
Diante da provocação de Jamelão, os torcedores passaram a citar várias músicas. Felicidade, Vingança, Nunca, entre outras.
- Vocês erraram - respondeu Jamelão. - A melhor é Até a Pé nós Iremos - e passou a recitar o hino do Grêmio, composto por seu amigo Lupicínio em 1953, no cinquentenário do clube.
Diante da surpresa do grupo de amigos, completou a brincadeira:
- Mas tudo bem, eu vou tirar a foto com vocês.
Todos ficaram felizes.


A camisa de Jamelão

Velho amigo do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues, 94 anos, puxador de samba da Mangueira, boêmio assumido, o cantor Jamelão é também um velho e fiel torcedor do Grêmio, como descobriu um grupo de colorados que o procurou para bater uma foto logo depois da decisão da Libertadores (Bola Dividida de domingo). Para quem ficou em dúvida, aí está: no domingo mesmo, Jamelão foi até a casa do jornalista gaúcho Airton Gontow (E) participar de um churrasco, devidamente uniformizado. Lá, ele elogiou o desempenho do Inter na final contra o São Paulo, mas agiu como um torcedor típico - não esqueceu de brincar com a rivalidade.
Enquanto posava para a foto abaixo, ele cantarolava "já ganhamos duas, já ganhamos duas", referindo-se às Libertadores conquistadas pelo Grêmio, em 1983 e 1995.

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segunda-feira, julho 03, 2006

Orgulho do Beckenbauer

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domingo, julho 02, 2006

O Futebol no RS

"Comentar o futebol do Rio Grande do Sul é um tanto curioso, ainda mais morando no Rio. Recebi o convite de PLACAR para fazê-lo na série de reportagens onde comentaristas esportivos de um estado, comentariam o futebol de outro, e no final diriam qual time simpatizavam mais. Achei a idéia brilhante, já que no Rio ninguém vai me cobrar por ser simpatizante de Grêmio ou Internacional, eu espero. As rivalidades já passaram fronteiras, como aquele caso ocorrido alguns anos atrás onde dois homens quase se agrediam a socos em hotel de Copacabana. Depois se soube que eram dois gaúchos, um Gremista, outro, Colorado. A gozação quase acabou em briga.

O futebol é Rio Grande do Sul é dividido em dois. Grêmio e Internacional. Talvez a rivalidade mais marcante do futebol brasileiro. Não é uma rivalidade apenas esportiva, de cores, de paixões. É uma rivalidade social, de estilos de jogo, e de vida. Uma rivalidade quase étnica. Alguém pode perguntar sobre o Juventude, pois o Juventude, que com competência e tropeços vem se mantendo na elite do futebol brasileiro, foi arrastado para a dicotomia do futebol gaúcho, através da acusação de ser um 'apêndice' do Grêmio. Coisas de uma guerra que às vezes busca aliados fora.

O Internacional é o clube do povo. De trabalhadores, de poetas, de apaixonados. De Brizola e Jango. É popular, pioneiro na democratização do futebol gaúcho. De gozadores e galhofeiros. De gênios habilidosos, de Tesourinha e Falcão, para citar duas eras douradas, de jogadores que não erram passes, de futebol vistoso, cadenciado.

O Grêmio é o clube da 'elite', dos modernos, dos 'magros' do Bom-Fim, é o clube dos pioneiros do rock gaúcho, dos rebeldes da década de 80, da geração 'Tóquio', como escreveu Eduardo Bueno. Mas também é o clube de Médici e Geisel. É o clube da torcida platina, que canta músicas do argentino Fito Paez na 'cancha' e faz avalanche na hora do gol. É o clube da loucura de Renato Portaluppi, da liderança de Luiz Felipe Scolari. É o clube do destemor diante do adversário, da fúria diante da adversidade.

É curioso esse fenômeno de Grêmio e Internacional. O Grêmio é um dos clubes mais odiados por todas as torcidas do país. O Internacional é tratado com um misto de admiração e saudosismo. Talvez pelo motivo que a maioria dos torcedores ainda leva as chagas da dureza do Grêmio das décadas de 80 e 90.
O Telmo Zanini, que é colorado, diz que o Grêmio leva um certo gauchismo aristocrático na sua imagem. Aquela coisa de gaúcho criador de cavalo de raça que tem apartamento na elegante praia de Punta del Este, no Uruguai. Segundo o Telmo em Punta Del Este tem mais gremista do que no balneário de Tramandaí, no Rio Grande do Sul. Não sei até que ponto isso é verdade, até porque já passou a fase do 'clube dos brancos' e 'clube dos negros', seja no Grêmio, no Fluminense, no São Paulo ou no Cruzeiro, clubes geralmente apontados como dos ricos. Existem negros, brancos, judeus, pobres e ricos em todos os clubes do Brasil. O clube mais rico do Brasil hoje, é o Corinthians, aquele do 'corinthiano, favelado e sofredor'. O Internacional hoje tem uma situação financeira invejável, que espero não redunde naquela tentativa doentia dos dirigentes de tentar conquistar o mundo a qualquer preço, que depois termina em dívidas impagáveis.

O Grêmio leva três medalhões no peito. As duas Libertadores da América, conquistadas em 83 e 95, o Mundial Interclubes de 83, ganho contra o então campeão europeu, o Hamburgo. O Grêmio explodiu para o mundo na década de 80, criou a geração 'Tóquio', e viu o rival naufragar. A verdade é que as únicas razões de comemoração da torcida do Internacional foram os dois rebaixamentos do Grêmio em 91 e 2004, já que além dos campeonatos estaduais, apenas a distante Copa do Brasil de 92 foi motivo de alguma comemoração, logo depois transformada em frustração na péssima campanha da Libertadores de 93.

Mas hoje, parece que os colorados enxergam alguma luz no fim do túnel. O time segue muito vivo no brasileiro, mesmo após o Escândalo do Apito, e está com força total na Copa Sul-Americana. O clube vive uma confortável situação financeira, com um projeto audacioso de modernização do estádio Beira-Rio em curso, testemunhada por mim no jogo da Seleção em Porto Alegre. Os gremistas falam que o Internacional vem se reestruturando desde 1979 e que tudo isso, de novo, não vai redundar em nada. Os colorados retrucam, falam na situação difícil do Grêmio, na realidade da série B. Os gremistas dizem que suas crises, duram dois ou três anos, e do Internacional continua a mais de um quarto de século.

Infelizmente, digo aos colorados, as conquistas do Grêmio são muito mais marcantes do que os seus fiascos, tanto que tive que pesquisar para me lembrar o ano que o Grêmio caiu a primeira vez, mas não pesquisei para lembrar quem foi o campeão da Libertadores de 83. Não sou Gremista, longe disso, inclusive acho que o time de Luis Felipe Scolari era um time apenas bom. Não era superior ao Palmeiras de 94 e 95, o Cruzeiro de 96 ou o Vasco de 97. Acho o time Campeão do Mundo sim, um timaço. Tão bom quando o Flamengo da época. Assim como também acho que foram injustiçados os times do Grêmio do final da década de 80 e o time de 2001 e 2002. Eu era fã daqueles times, primeiro de Assis, Valdo, Cuca e Paulo Egídio, depois de Marcelinho Paraíba, Zinho, Rodrigo Fabri e Rodrigo Mendes.

Simpatizo com o Grêmio pela sua rebeldia. Pelo seu destemor. Por mesmo estando na série B, mover um povo, uma paixão. Li o livro do Eduardo Bueno sobre o Grêmio, e me apaixonei mais ainda. O Grêmio se debate, não se entrega. Lembra a Resistência Francesa na Segunda Guerra Mundial. Gosto da torcida do Grêmio, que trouxe essa paixão platina para dentro da 'cancha', que não canta os arrastões dos bailes funk, nem leva aquelas faixas encomendadas das torcidas organizadas. Gosto da torcida do Grêmio que cada um leva sua faixa com seu amor, e que canta que 'não importa o que digam, não importa onde vás, eu te sigo a toda parte, e cada dia te quero mais'. E para os colorados me odiarem eternamente, vai uma análise, de um Flamenguista, jornalista, que acompanha futebol fazem 30 anos. Se o Internacional perder essa chance de criar uma geração 'Tóquio', vai estar ajudando a reerguer o Grêmio, e corre o risco de ver o Grêmio sair do buraco de novo em 3 anos, e ele Internacional, de novo, no fim da fila".

Texto retirado do site www.ducker.com.br.
A princípio ele é creditado a Sérgio Du Bocage, jornalista esportivo da TVE Brasil da DB Press e torcedor do Flamengo.

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